Este é um espaço de divulgação de informação e de abordagem de ideias e de questões que possam recair na linha de ação de uma biblioteca escolar. Inicia-se com uma abordagem no âmbito da literacia científica e dos contributos que a(s) biblioteca(s) escolar(es) podem dar para ajudar a identificar, a explicar e a aplicar conhecimentos científicos e conhecimentos sobre ciência a situações complexas do dia-a-dia mas muitas outras problemáticas se seguirão...
sexta-feira, 16 de maio de 2014
quinta-feira, 15 de maio de 2014
"Missão impossível"?
A leitura nunca é uma missão impossível, seja qual for a área de interesse do leitor. A leitura de manuais de instruções/de equipamentos é tão válida quanto a leitura de textos literários, tudo depende dos interesses do leitor, daquilo com que ele se identifica e com que se sente motivado. A importância da leitura decorre, em grande medida, do facto de pôr o leitor em contacto com um corpo linguístico muito mais vasto do que aquele com que se depara na comunicação oral e, nessa medida, tal missão é cumprida por qualquer texto escrito suficientemente cuidado e extenso para requerer a atenta análise por parte do leitor.
Como é evidente, um texto rico em sentidos, em estruturas gramaticais diversificadas elaboradas, pleno de recursos de estilo é bastante mais eficaz do que, por exemplo, um manual de funcionamento de um dado equipamento. Contudo, nem todo o leitor é um ávido "consumidor" de literatura. A frequência com que nos dedicamos a esta atividade é, de igual modo, de extrema relevância e, embora haja estudos sobre o impacto dos suportes usados para tal, para o presente argumento é o ato de ler em si que é determinante. Ler, seja qual for a tipologia de texto preferida ou o suporte selecionado, e ler com frequência é a missão para a qual qualquer biblioteca escolar se propõe dar o seu contributo.
Precisamente para as ajudar nesse sentido, fomentando, ainda, o contacto dos mais jovens com a China e com Macau, a Fundação Jorge Álvares promove 2 iniciativas: o projeto Biblioteca Digital Fundação Jorge Álvares (produzida pelo Centro de Investigação para Tecnologias Interativas da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade NOVA de Lisboa), uma plataforma digital com recursos multimédia que compreende livros da Escola Portuguesa de Macau sobre história e cultura da China e de Macau, e a edição do livro Missão "Impossível", tendo apresentação pública marcada para 20 de maio, pelas 12:00, para professores bibliotecários, e pelas 18:00, para o público em geral.
Prometidas, pois, novidades a partir da próxima semana!
terça-feira, 13 de maio de 2014
E quando a imaginação não pára...
Podemos ter hortas tão interessantes, mesmo se mínimas... Porque não seguir exemplos como o da Fundação de Serralves e criar hortas com os nossos alunos? Muito se pode ensinar, em todas as disciplinas, tendo por referência uma horta!
Ambiente, recursos naturais e produção agrícola - onde nos levam as ciências...
O Ano Internacional da Agricultura Familiar (AIAF) 2014
não podia deixar-nos indiferentes, tendo em conta que este blogue visa, desde
logo, despertar a atenção e o interesse para questões relacionadas, entre
outros temas, com as ciências. Revendo o post em que falámos dos resultados
PISA dos alunos portugueses, é bom recordar que, nesta prova, um dos domínios
de análise da literacia científica se prende com as atitudes e, neste âmbito,
é, entre outros aspetos, considerada a motivação para agir com responsabilidade
face a, por exemplo, os recursos naturais e o ambiente. No que toca aos contextos
utilizados na avaliação de literacia científica no PISA 2006, há, ainda, que
ter em conta que, no âmbito dos recursos naturais, a produção e a distribuição
de comida enquanto comunidade são alguns dos aspetos visados.
Ao marcar este ano como o ano da agricultura familiar, a
FAO visa aumentar a visibilidade desta forma de praticar agricultura e dos
pequenos agricultores, focando a atenção mundial no importante papel que detêm na
erradicação da fome e da pobreza, no garante de segurança alimentar e
nutricional, na melhoria dos meios de subsistência, na gestão dos recursos
naturais e na proteção do meio ambiente, contribuindo, também, para o
desenvolvimento sustentável. Assim, tal como se pode ler no site da FAO, “o
objetivo do AIAF 2014 é reposicionar a agricultura familiar no centro das
políticas agrícolas, ambientais e sociais nas agendas nacionais, identificando
lacunas e oportunidades para promover uma mudança rumo a um desenvolvimento mais
equitativo e equilibrado.”
Em Portugal, temos, na verdade, vindo a assistir a um
fenómeno de crescente interesse pela agricultura,
ocupando a “micro”agricultura um importante espaço, até pelo seu contributo
para a subsistência das famílias, em tempos de marcada crise económica. O estabelecimento
de redes municipais de hortas urbanas que, de norte a sul do país, se vem tornando
uma realidade para um muito elevado número de municípios espelha uma visível
preocupação institucional com esse tema. O objetivo destes municípios é responder
ativamente à crescente procura de espaços urbanos para instalação de hortas,
criando condições para a prática da agricultura sustentável em contexto urbano,
maximizando “os benefícios decorrentes da prática da agricultura urbana, quer
para o ambiente quer para a qualidade de vida das pessoas, designadamente: a
geração de micro-rendimentos familiares, a promoção da coesão social, das
relações inter-geracionais e inter-culturais, o melhoramento do solo e do
equilíbrio do ciclo hidrológico urbano”, como refere, por exemplo, o site do
Município de Vila Nova de Gaia.
segunda-feira, 12 de maio de 2014
Cosmos... ainda as ciências...
O programa "Cosmos: Odisseia no espaço" passa na National Geographic Channel às segundas-feiras à noite e é, sem sombra de dúvidas, um dos momentos altos da semana televisiva.
A não perder, esta extraordinária viagem pelo mundo da ciência que somos levados a realizar, dando-nos conta que, na verdade, ciência não é algo de abstrato e distante da maioria de nós e é, sim, a nossa realidade, aquela com que convivemos constantemente. Uma rápida mas atenta passagem por http://www.natgeotv.com/pt/cosmos/videos é suficiente para nos interessar por mais uma maravilha de Carl Sagan.
Dorothy Hodgkin - uma homenagem
Hoje, dia 12 de maio, a bioquímica britânica Dorothy Hodgkin, a única mulher cientista desta nacionalidade a quem foi alguma vez atribuído o Prémio Nobel, faria 104 anos, caso fosse viva.
Nascida no Egipto, em 1910, muito cedo se interessou pela química e pelos cristais, tendo estudado em Oxford e em Cambridge. O seu trabalho pioneiro ajudou a estabelecer a estrutura das proteínas, incluindo a da insulina, a qual estudou ao longo de mais de 30 anos. É-lhe, ainda, reconhecido o estudo das estruturas da vitamina B12 e da penicilina.
Além do prestigiado Nobel, que recebeu em 1964, foi, também, distinguida com a reputada medalha Copley, entre outras distinções. Apesar destes tão prestigiantes reconhecimentos da sua carreira como cientista, a imprensa britânica, curiosamente (ou não!), não conseguiu evitar a contaminação dos preconceitos da época e noticiou os seus feitos, anunciando-os com títulos como "Oxford housewife wins Nobel" (para o Daily Mail é a dona de casa que vence o Nobel) e "British woman wins Nobel Prize - £18,750 prize to mother of three" (para o Telegraph é o valor do prémio atribuído à mãe de 3 filhos que é posto a par da distinção).
Morreu a 29 de julho de 1994.
Hoje homenageada pelo Google com um Google Doodle, o seu contributo foi crucial para o mundo científico e muito se lhe fica a dever no que toca à qualidade e à esperança de vida.
Fica a homenagem a esta cientista, esperando que incentive, com o seu exemplo, os nossos jovens alunos a dedicarem-se ao estudo das ciências.
Semanas polares... o que se anda a fazer...
A página do Facebook Semanas Polares, que integra os projetos "Educação Propolar" e "Profissão: Cientista Polar", associados ao PROPOLAR, APECS & PEI, mostra o que se anda a fazer pelo mundo no que toca à educação sobre as regiões polares. Das redes internacionais de professores e de educadores polares às participações de escolas e de alunos em atividades variadas, vale a pena seguir esta página:
https://www.facebook.com/semanaspolarespt
terça-feira, 6 de maio de 2014
Semana polar março 2014... mais uma vez, o que temos vindo a fazer...
Após a publicação, pela Biblioteca Escolar Cândida Reis em articulação com Geografia, de um testemunho do que tem vindo a ser o trabalho desenvolvido ao longo dos últimos sete anos, é agora possível divulgar publicamente em pleno o que foi apenas vislumbrado num post anterior, com a imagem de um cartaz, sem qualquer tipo de leitura do texto. Nessa altura, a publicação ainda não tinha visto a luz do dia e não podia, por essa razão, ser aqui divulgada, antes de cumprir o propósito para o qual foi criada, o de marcar a semana polar março 2014 e chegar às mãos do cientista polar José Xavier, investigador da Universidade de Coimbra, cujo comentário deixo aqui transcrito:
"Está fantástico. Já o li com muito interesse e o coloquei na nossa página de facebook.
EB 2,3 de Cucujães a inspirar o país!!!!
Beijinhos e parabéns novamente"
E embora não sejamos já uma EB2,3 e sim a EBS Dr. Ferreira da Silva, o cumprimento enche-nos de orgulho!
domingo, 4 de maio de 2014
E depois do som... a escrita!
É bem certo que começámos por falar e, só posteriormente, nos dedicámos a desenvolver a escrita. No que diz respeito aos contos e às histórias em geral, tenho uma particular preferência por que mos contem, sou mesmo uma entusiasta admiradora dos contadores de histórias! A arte que não é preciso ter para contar uma história, captar toda a atenção do público e mantê-lo preso apenas à voz, nada mais do que à voz e, ainda assim, encantar uma audiência, seja ela numerosa ou reduzida...
Selecionei o conto que pode ser ouvido na mensagem anterior pelas razões que aí deixei indicadas e porque considero que a edição usada merece ser divulgada, conhecida e admirada.
A imagem desta obra foi publicada em telhadogato.blogspot.com e a opção pela mesma nesta publicação, e não outra apenas com a capa do livro, prende-se com a evidente ligação à natureza, às plantas...
Uma vez que o texto usado é demasiado extenso para ser aqui publicado na totalidade sob a forma escrita, fica uma versão truncada, cortada, como forma de estimular a curiosidade para a leitura integral da obra e dos seus mais de 200 contos (que, calma, podem ser lidos ao ritmo que desejarmos, o tempo está aí para ser usado na leitura e pode medir-se em minutos, dias, semanas, meses, anos!!).
A beterraba (versão escrita!)
"Era uma vez dois irmãos que serviam como soldados, e um era rico e o outro era pobre. Depois, o irmão pobre, querendo sair da penúria, despiu a farda de soldado e tornou-se lavrador. Cavou e trabalhou a terra no seu pequeno terreno e semeou sementes de beterraba. A semente germinou e deu uma beterraba que era grande e forte, e foi ficando cada vez maior, e não parava de crescer (...) o camponês não sabia o que fazer com a beterraba, nem se ela seria a sua fortuna ou a sua desgraça. (...) meteu-a na carroça, atrelou dois bois, levou-a ao palácio e ofereceu-a ao rei. "Mas que coisa estranha é esta?", perguntou o rei. "Já vi coisas estranhas, mas nunca tinha visto um monstro destes! De que semente germinou? Ou será que és um felizardo e só acontece contigo?" "Ai, não", respondeu o camponês, "não sou felizardo nenhum. Sou um pobre soldado que, não conseguindo o seu sustento, pendurou a farda de soldado e passou a dedicar-se à agricultura. (...) O rei teve pena dele e disse: "Deixarás de ser pobre (...) Ofereceu-lhe então uma quantidade de ouro, terras, campos e rebanhos e tornou-o imensamente rico, e a riqueza do outro irmão nem era comparável à dele. Ouvindo dizer o quanto o irmão conseguira com uma só beterraba, o outro encheu-se de inveja e pôs-se a matutar como poderia fazer para também ter uma sorte daquelas. Mas resolveu ser muito mais esperto. Arranjou ouro e cavalos e levou-os ao rei, julgando que este lhe daria em troca um presente muito maior, pois, se o irmão recebera tanto por uma beterraba, o quanto não receberia ele por aquelas coisas tão bonitas. O rei recebeu o presente e disse que não tinha para lhe dar em troca nada de melhor nem mais raro do que a grande beterraba. E assim o rico teve de mandar colocar a beterraba numa carroça e levá-la para casa. Em casa, não sabia sobre quem descarregar a raiva e a fúria, até que lhe ocorreram pensamentos malvados e decidiu matar o irmão. Contratou assassinos (...) foi ter com o irmão e disse: "Querido irmão, sei de um tesouro escondido. Vamos escavá-lo juntos e dividi-lo." (...) quando saíram, os assassinos precipitaram-se sobre ele, amarraram-no e prepararam-se para o enforcar numa árvore. (...) ouviu-se ao longe uma grande cantoria e um tropel de cavalos (...) Enfiaram à pressa o prisioneiro no saco, penduraram-no num ramo e desataram a fugir. (...) Ora quem se aproximava era um estudante em viagem (...) Quando o outro lá em cima reparou que ia a passar alguém lá em baixo, gritou: "Bons dias! Apareceste em boa hora!" O estudante olhou para todos os lados e não percebeu de onde vinha a voz, dizendo por fim: "Quem me chama?" E ele respondeu (...) "Levanta os olhos. Estou sentado cá em cima, no saco da sabedoria. (...) Comparadas com o saco, as escolas são todas uma grande piada. daqui apouco terei aprendido tudo. Nessa altura desço daqui e serei o mais sábio dos homens. (...) O estudante, ao ouvir aquilo tudo, ficou muito surpreendido e disse: "Bendita seja a hora em que te encontrei. Será que também não posso ir um pouco para dentro do saco?" O outro lá em cima respondeu (...) deixo-te entrar um bocadinho, mas vais ter de esperar uma hora, que ainda me falta uma coisa para aprender." (...) o estudante (...) começou a ficar impaciente e pediu ao outro que o deixasse entrar de imediato, tão grande era a sua sede de sabedoria. Então o outro fez como se estivesse a ceder e disse: "Para eu poder sair do saco da sabedoria, tens de o fazer descer pela corda e poderás depois entrar." Então o estudante fê-lo descer, desamarrou o saco e libertou-o (...) E fez menção de entrar logo no saco. "Para!", exclamou o outro. "Isto assim não vai." Pegou-lhe pela cabeça e enfiou-o de cabeça para baixo dentro do saco, atou-o e puxou a corda, alçando o jovem pela árvore acima no saco da sabedoria. Depois fê-lo balouçar no ar e disse: "Como vai isso aí, meu caro? Olha, já deves estar a sentir a sabedoria a chegar e a ter uma boa experiência. Fica aí sentadinho muito quietinho até ficares mais esperto." E dito isto, montou o cavalo do estudante e foi-se embora, mas passada uma hora enviou alguém para o tirar de lá de cima."
Vitória, vitória, assim acaba a história...
A beterraba
Em tempos de crise, nada como regressar à agricultura... como o herói da nossa história bem comprova e, de igual modo, a atual realidade económica! A ganância também não dá bons resultados (embora esta seja uma noção que, aplicando-se sempre literalmente no domínio das histórias, pois o castigo nunca deixa de se fazer sentir na pessoa do vilão ganancioso, no dia-a-dia real tem de ser relativizada e vista numa perspetiva de "sanção" moral a que os indivíduos sujeitam elementos prevaricadores da sua comunidade, como forma de regular as interações sociais!!!)...
Em todo o caso, e visto que é nossa intenção "plantar palavras", fica este conto como forma não só de introduzir uma outra área do conhecimento, a língua e a literatura, mas, também, cruzar domínios do saber, com o remeter para as ciências e para o conhecimento da natureza que as práticas de cultivo implicam. E se, nas nossas hortas, mesmo nas urbanas tão em alta atualmente, não formos tão sortudos como o nosso herói na semeadura e no plantio das novidades, certo há que existe quem o seja, ou não haveria a possibilidade de expor exemplares tão excecionais como se faz na Feira das Colheitas, em Arouca, todos os anos, em setembro.
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domingo, 27 de abril de 2014
Recuperando a Geografia e cruzando várias "ciências"...
Ao longo dos anos, na biblioteca escolar Cândida Reis, temos vindo a procurar estabelecer e consolidar trabalho articulado com os vários grupos curriculares disciplinares (e com os, para este serviço educativo, saudosos não disciplinares também!).
Assim, entre outras iniciativas, umas de duração anual outras pontuais, foram sendo criados e disponibilizados vários recursos (apresentações, vídeos, páginas recomendadas, cartazes, jogos didáticos...) no âmbito da área disciplinar de Geografia. Esta é, aliás, a que mais se tem pautado pelo recurso às novas tecnologias no trabalho de articulação com a biblioteca escolar, abrindo a possibilidade de os alunos do 3.º ciclo, quer se encontrem em casa quer estejam na biblioteca, entrarem em conferências Skype com cientistas na Universidade de Coimbra (José Xavier e José Seco) e no Brasil (Roberta Piúco).
Esta apresentação sobre o Dia do Sol surge por iniciativa do grupo disciplinar de Geografia a que a biblioteca escolar Cândida Reis de imediato se associou, quando convidada a tal. Criada com base em fotos disponibilizadas por alunos e por professores, foi montada uma exposição no Dia do Sol, tendo a biblioteca, posteriormente, compilado esta apresentação com fotos de que detém a autoria. Nela se pode reconhecer uma confluência de saberes e de áreas do conhecimento, a que não está alheia a fotografia um tudo nada artística...
A biblioteca sempre visando a aproximação aos seus utilizadores, não se confinando ao espaço físico das quatro paredes.
Plantamos palavras, mas também plantamos imagens...
Plantamos palavras, mas também plantamos imagens...
E assim se começa...
Na origem deste blogue está a ação de formação "A Biblioteca Escolar 2.0 a distância / online". Entre as primeiras tarefas, a elaboração de memória descritiva contextualizadora da publicação, consultável em:
http://issuu.com/bibliotecaescolarcandidareis/docs/biblioteca2.0_isabel_pardal
Apesar de ao ato de criação de "Plantadores de palavras" se ter imediatamente seguido a publicação de mensagens relacionadas com os temas atualmente em foco na biblioteca escolar Cândida Reis, "No início era a memória descritiva..."
quarta-feira, 16 de abril de 2014
Educação polar...
Publico este cartaz que integra uma série de 7, de distintos autores, como forma de divulgar um tudo nada do que andamos a fazer... Este conjunto de cartazes surge para marcar os já sete anos em que desenvolvemos um projeto de educação polar na
Escola Básica e Secundária Dr. Ferreira da Silva. Correspondem a sete testemunhos do significado que, até à data, tal projeto assume para cada interveniente. Este é um exemplo de
articulação da biblioteca escolar com os curricula,
neste caso de Ciências e de Geografia, e com projetos da escola/do agrupamento
onde está inserida, visando a educação científica dos nossos jovens, o fomentar
do interesse destes pela investigação científica e, consequentemente, a
promoção do espírito crítico e da capacidade de assumir comportamentos mais
esclarecidos no que toca, se não for mais, à ação individual sobre o planeta, a
pegada que cada ser humano aqui vai deixando ao longo da vida. Na verdade, em última análise, trata-se de aplicar conhecimento científico/sobre ciência a situações/decisões do quotidiano.
Os restantes 6 cartazes são, um, da autoria de outro docente envolvido, outro, do motor deste projeto, a colega de Geografia, três das turmas que o têm integrado ao longo dos anos e um do diretor do agrupamento. Uma partilha de compromissos por um planeta melhor!
Os restantes 6 cartazes são, um, da autoria de outro docente envolvido, outro, do motor deste projeto, a colega de Geografia, três das turmas que o têm integrado ao longo dos anos e um do diretor do agrupamento. Uma partilha de compromissos por um planeta melhor!
terça-feira, 15 de abril de 2014
BE, PB, PISA e PNL...
Retomando o tema “Bibliotecas
Escolares, Professores Bibliotecários, literacia científica e cidadania ativa:
tudo por um planeta melhor”, começo por problematizar parte do mesmo, citando
aqui o artigo publicado no jornal Público online, do dia 3 de dezembro de 2013,
em que se pode ler:
“Os
jovens portugueses que responderam às provas no âmbito do PISA (Programme for
International Student Assessment), levado a cabo pela Organização para a
Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE), ficam ligeiramente aquém da
média da OCDE para a literacia em leitura e em ciências e, comparativamente à
última avaliação, descem alguns pontos e lugares no ranking. No entanto, a
organização considera que o país está de parabéns uma vez que, anos após ano,
foi melhorando o seu desempenho nestas duas áreas (…).
Na
literacia em ciências, os resultados são piores, quando comparamos 2009 com
2012. Então, Portugal situou-se na 24.ª posição com 493 pontos e a média da
OCDE era de 501. Três anos depois, o país desce dois lugares e fica-se pelos
489 pontos quando a média se mantêm nos 501. (…)
Nas
ciências, apenas 0,3% dos alunos portugueses consegue obter uma classificação
de nível 6, ou seja, consegue identificar, explicar e aplicar conhecimento
científico e conhecimento sobre ciência a situações complexas do dia-a-dia. São
alunos que revelam ter um pensamento e um raciocínio maduro. A média da OCDE é
de 1,2%. É no nível 3 que mais portugueses estão classificados (31,4%),
ligeiramente acima da média da OCDE (28,8%). São alunos que conseguem
identificar e descrever temas científicos; conseguem seleccionar factos e têm
conhecimentos para explicar um fenómeno ou aplicar um modelo simples. Um quinto
dos alunos portugueses (19%) responde para nível 1, ou seja, revela
conhecimentos muito básicos e não consegue aplicá-los em situações próximas. A
média da OCDE é de 17,8%.”
Portanto,
relativamente a 2006, o primeiro ano em que os alunos foram avaliados a
ciências no âmbito do PISA, registou-se uma evolução constante, tal como se verifica,
também, na literacia em leitura. Creio não ser incorreto reclamar para as
bibliotecas escolares uma quota-parte de responsabilidade neste estado de
coisas, pela articulação que têm conseguido estabelecer com os curricula, incluindo os de Ciências,
pela ação que têm na implementação do Plano Nacional de Leitura (a resposta
institucional aos maus resultados nos primeiros estudos PISA que os nossos
alunos apresentaram no âmbito da leitura) e pelos próprios planos de atividades
e de ação que têm sabido orientar para o desenvolvimento das literacias junto
dos alunos.
Entre
os contextos utilizados na avaliação de literacia científica logo no PISA 2006 encontra-se
o que se prende com os recursos naturais, tanto a nível pessoal, no que
concerne o consumo de materiais e de energia, como a nível social, da
comunidade, no tocante à sustentabilidade das populações humanas, à qualidade
de vida, à segurança, à produção e à distribuição
de comida e ao fornecimento de energia. No que diz respeito aos recursos
naturais e à chamada de atenção para a necessidade de adotar comportamentos e
soluções de consumo e de uso do planeta distintos dos que têm vindo a ser progressivamente
seguidos desde a Revolução Industrial as bibliotecas escolares podem, também,
ter um importante papel cívico e interventivo.
segunda-feira, 14 de abril de 2014
Bibliotecas Escolares, Professores Bibliotecários, literacia científica e cidadania ativa: tudo por um planeta melhor
Estas são as primeiras palavras plantadas neste blogue. São as minhas, mas muitas outras, de outros autores e de distintas proveniências, se seguirão, esperando que os visitantes queiram levar consigo o suficiente para produzir um qualquer fruto, a prazo mais ou menos prolongado, que nisto de palavras os frutos envolvidos divergem dos seus congéneres mais prosaicos que encontramos à mesa e que de imediato em nós produzem efeito.
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