Hoje, dia 12 de maio, a bioquímica britânica Dorothy Hodgkin, a única mulher cientista desta nacionalidade a quem foi alguma vez atribuído o Prémio Nobel, faria 104 anos, caso fosse viva.
Nascida no Egipto, em 1910, muito cedo se interessou pela química e pelos cristais, tendo estudado em Oxford e em Cambridge. O seu trabalho pioneiro ajudou a estabelecer a estrutura das proteínas, incluindo a da insulina, a qual estudou ao longo de mais de 30 anos. É-lhe, ainda, reconhecido o estudo das estruturas da vitamina B12 e da penicilina.
Além do prestigiado Nobel, que recebeu em 1964, foi, também, distinguida com a reputada medalha Copley, entre outras distinções. Apesar destes tão prestigiantes reconhecimentos da sua carreira como cientista, a imprensa britânica, curiosamente (ou não!), não conseguiu evitar a contaminação dos preconceitos da época e noticiou os seus feitos, anunciando-os com títulos como "Oxford housewife wins Nobel" (para o Daily Mail é a dona de casa que vence o Nobel) e "British woman wins Nobel Prize - £18,750 prize to mother of three" (para o Telegraph é o valor do prémio atribuído à mãe de 3 filhos que é posto a par da distinção).
Morreu a 29 de julho de 1994.
Hoje homenageada pelo Google com um Google Doodle, o seu contributo foi crucial para o mundo científico e muito se lhe fica a dever no que toca à qualidade e à esperança de vida.
Fica a homenagem a esta cientista, esperando que incentive, com o seu exemplo, os nossos jovens alunos a dedicarem-se ao estudo das ciências.
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