domingo, 27 de abril de 2014

Recuperando a Geografia e cruzando várias "ciências"...

Ao longo dos anos, na biblioteca escolar Cândida Reis, temos vindo a procurar estabelecer e consolidar trabalho articulado com os vários grupos curriculares disciplinares (e com os, para este serviço educativo, saudosos não disciplinares também!). 
Assim, entre outras iniciativas, umas de duração anual outras pontuais, foram sendo criados e disponibilizados vários recursos (apresentações, vídeos, páginas recomendadas, cartazes, jogos didáticos...) no âmbito da área disciplinar de Geografia. Esta é, aliás, a que mais se tem pautado pelo recurso às novas tecnologias no trabalho de articulação com a biblioteca escolar, abrindo a possibilidade de os alunos do 3.º ciclo, quer se encontrem em casa quer estejam na biblioteca, entrarem em conferências Skype com cientistas na Universidade de Coimbra (José Xavier e José Seco) e no Brasil (Roberta Piúco).
Esta apresentação sobre o Dia do Sol surge por iniciativa do grupo disciplinar de Geografia a que a biblioteca escolar Cândida Reis de imediato se associou, quando convidada a tal. Criada com base em fotos disponibilizadas por alunos e por professores, foi montada uma exposição no Dia do Sol, tendo a biblioteca, posteriormente, compilado esta apresentação com fotos de que detém a autoria. Nela se pode reconhecer uma confluência de saberes e de áreas do conhecimento, a que não está alheia a fotografia um tudo nada artística... 


A biblioteca sempre visando a aproximação aos seus utilizadores, não se confinando ao espaço físico das quatro paredes.
Plantamos palavras, mas também plantamos imagens...

E assim se começa...

Na origem deste blogue está a ação de formação "A Biblioteca Escolar 2.0 a distância / online". Entre as primeiras tarefas, a elaboração de memória descritiva contextualizadora da publicação, consultável em:
http://issuu.com/bibliotecaescolarcandidareis/docs/biblioteca2.0_isabel_pardal
Apesar de ao ato de criação de "Plantadores de palavras" se ter imediatamente seguido a publicação de mensagens relacionadas com os temas atualmente em foco na biblioteca escolar Cândida Reis, "No início era a memória descritiva..."

quarta-feira, 16 de abril de 2014

Educação polar...

Publico este cartaz que integra uma série de 7, de distintos autores, como forma de divulgar um tudo nada do que andamos a fazer... Este conjunto de cartazes surge para marcar os já sete anos em que desenvolvemos um projeto de educação polar na Escola Básica e Secundária Dr. Ferreira da Silva. Correspondem a sete testemunhos do significado que, até à data, tal projeto assume para cada interveniente. Este é um exemplo de articulação da biblioteca escolar com os curricula, neste caso de Ciências e de Geografia, e com projetos da escola/do agrupamento onde está inserida, visando a educação científica dos nossos jovens, o fomentar do interesse destes pela investigação científica e, consequentemente, a promoção do espírito crítico e da capacidade de assumir comportamentos mais esclarecidos no que toca, se não for mais, à ação individual sobre o planeta, a pegada que cada ser humano aqui vai deixando ao longo da vida. Na verdade, em última análise, trata-se de aplicar conhecimento científico/sobre ciência a situações/decisões do quotidiano. 
Os restantes 6 cartazes são, um, da autoria de outro docente envolvido, outro, do motor deste projeto, a colega de Geografia, três das turmas que o têm integrado ao longo dos anos e um do diretor do agrupamento. Uma partilha de compromissos por um planeta melhor! 

terça-feira, 15 de abril de 2014

BE, PB, PISA e PNL...

  Retomando o tema “Bibliotecas Escolares, Professores Bibliotecários, literacia científica e cidadania ativa: tudo por um planeta melhor”, começo por problematizar parte do mesmo, citando aqui o artigo publicado no jornal Público online, do dia 3 de dezembro de 2013, em que se pode ler:
   “Os jovens portugueses que responderam às provas no âmbito do PISA (Programme for International Student Assessment), levado a cabo pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE), ficam ligeiramente aquém da média da OCDE para a literacia em leitura e em ciências e, comparativamente à última avaliação, descem alguns pontos e lugares no ranking. No entanto, a organização considera que o país está de parabéns uma vez que, anos após ano, foi melhorando o seu desempenho nestas duas áreas (…).
   Na literacia em ciências, os resultados são piores, quando comparamos 2009 com 2012. Então, Portugal situou-se na 24.ª posição com 493 pontos e a média da OCDE era de 501. Três anos depois, o país desce dois lugares e fica-se pelos 489 pontos quando a média se mantêm nos 501. (…)
   Nas ciências, apenas 0,3% dos alunos portugueses consegue obter uma classificação de nível 6, ou seja, consegue identificar, explicar e aplicar conhecimento científico e conhecimento sobre ciência a situações complexas do dia-a-dia. São alunos que revelam ter um pensamento e um raciocínio maduro. A média da OCDE é de 1,2%. É no nível 3 que mais portugueses estão classificados (31,4%), ligeiramente acima da média da OCDE (28,8%). São alunos que conseguem identificar e descrever temas científicos; conseguem seleccionar factos e têm conhecimentos para explicar um fenómeno ou aplicar um modelo simples. Um quinto dos alunos portugueses (19%) responde para nível 1, ou seja, revela conhecimentos muito básicos e não consegue aplicá-los em situações próximas. A média da OCDE é de 17,8%.”
   Portanto, relativamente a 2006, o primeiro ano em que os alunos foram avaliados a ciências no âmbito do PISA, registou-se uma evolução constante, tal como se verifica, também, na literacia em leitura. Creio não ser incorreto reclamar para as bibliotecas escolares uma quota-parte de responsabilidade neste estado de coisas, pela articulação que têm conseguido estabelecer com os curricula, incluindo os de Ciências, pela ação que têm na implementação do Plano Nacional de Leitura (a resposta institucional aos maus resultados nos primeiros estudos PISA que os nossos alunos apresentaram no âmbito da leitura) e pelos próprios planos de atividades e de ação que têm sabido orientar para o desenvolvimento das literacias junto dos alunos.
   Entre os contextos utilizados na avaliação de literacia científica logo no PISA 2006 encontra-se o que se prende com os recursos naturais, tanto a nível pessoal, no que concerne o consumo de materiais e de energia, como a nível social, da comunidade, no tocante à sustentabilidade das populações humanas, à qualidade de vida, à  segurança, à produção e à distribuição de comida e ao fornecimento de energia. No que diz respeito aos recursos naturais e à chamada de atenção para a necessidade de adotar comportamentos e soluções de consumo e de uso do planeta distintos dos que têm vindo a ser progressivamente seguidos desde a Revolução Industrial as bibliotecas escolares podem, também, ter um importante papel cívico e interventivo.

segunda-feira, 14 de abril de 2014

Bibliotecas Escolares, Professores Bibliotecários, literacia científica e cidadania ativa: tudo por um planeta melhor

Estas são as primeiras palavras plantadas neste blogue. São as minhas, mas muitas outras, de outros autores e de distintas proveniências, se seguirão, esperando que os visitantes queiram levar consigo o suficiente para produzir um qualquer fruto, a prazo mais ou menos prolongado, que nisto de palavras os frutos envolvidos divergem dos seus congéneres mais prosaicos que encontramos à mesa e que de imediato em nós produzem efeito.