terça-feira, 13 de maio de 2014

Ambiente, recursos naturais e produção agrícola - onde nos levam as ciências...

Ano Internacional da Agricultura Familiar (AIAF) 2014 não podia deixar-nos indiferentes, tendo em conta que este blogue visa, desde logo, despertar a atenção e o interesse para questões relacionadas, entre outros temas, com as ciências. Revendo o post em que falámos dos resultados PISA dos alunos portugueses, é bom recordar que, nesta prova, um dos domínios de análise da literacia científica se prende com as atitudes e, neste âmbito, é, entre outros aspetos, considerada a motivação para agir com responsabilidade face a, por exemplo, os recursos naturais e o ambiente. No que toca aos contextos utilizados na avaliação de literacia científica no PISA 2006, há, ainda, que ter em conta que, no âmbito dos recursos naturais, a produção e a distribuição de comida enquanto comunidade são alguns dos aspetos visados.
Ao marcar este ano como o ano da agricultura familiar, a FAO visa aumentar a visibilidade desta forma de praticar agricultura e dos pequenos agricultores, focando a atenção mundial no importante papel que detêm na erradicação da fome e da pobreza, no garante de segurança alimentar e nutricional, na melhoria dos meios de subsistência, na gestão dos recursos naturais e na proteção do meio ambiente, contribuindo, também, para o desenvolvimento sustentável. Assim, tal como se pode ler no site da FAO, “o objetivo do AIAF 2014 é reposicionar a agricultura familiar no centro das políticas agrícolas, ambientais e sociais nas agendas nacionais, identificando lacunas e oportunidades para promover uma mudança rumo a um desenvolvimento mais equitativo e equilibrado.”
Em Portugal, temos, na verdade, vindo a assistir a um fenómeno de  crescente interesse pela agricultura, ocupando a “micro”agricultura um importante espaço, até pelo seu contributo para a subsistência das famílias, em tempos de marcada crise económica. O estabelecimento de redes municipais de hortas urbanas que, de norte a sul do país, se vem tornando uma realidade para um muito elevado número de municípios espelha uma visível preocupação institucional com esse tema. O objetivo destes municípios é responder ativamente à crescente procura de espaços urbanos para instalação de hortas, criando condições para a prática da agricultura sustentável em contexto urbano, maximizando “os benefícios decorrentes da prática da agricultura urbana, quer para o ambiente quer para a qualidade de vida das pessoas, designadamente: a geração de micro-rendimentos familiares, a promoção da coesão social, das relações inter-geracionais e inter-culturais, o melhoramento do solo e do equilíbrio do ciclo hidrológico urbano”, como refere, por exemplo, o site do Município de Vila Nova de Gaia.



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